A disparada do mobile banking

08/05/2018 - Investimentos em tecnologia levam a forte aumento no uso do smartphone para transações financeiras

Com o banco na palma da mão, a qualquer hora e em qualquer lugar, graças ao mobile banking, os brasileiros estão aumentando de forma acelerada o uso dos aparelhos celulares para movimentações financeiras por meio dos aplicativos bancários. A facilidade de uso dos apps, a conveniência e a confiança na segurança do sistema fizeram com que as transações com movimentação financeira crescessem 70% em relação a 2016, segundo dados da Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancaria 2018 (ano-base 2017), divulgada em 3 de maio pela Federação Brasileira de Bancos.

O aumento no uso dos celulares para movimentar dinheiro virtualmente é uma das consequências do forte investimento dos bancos em tecnologia da informação, que, apesar da lenta recuperação da atividade econômica no país, aumentou no ano passado e voltou ao patamar tradicional de R$ 19,5 bilhões, um aumento de 5% em relação ao ano anterior, segundo dados da pesquisa. Os gastos feitos pelo setor financeiro em TI equivalem aos do governo, que é historicamente o ator que mais investe nessa área. Bancos e governo representam, cada um, 15% dos investimentos em tecnologia no país – no caso do setor bancário, um resultado que está dois pontos percentuais acima da média mundial, de 13%.

As transações com movimentação financeira nos apps bancários passaram de R$ 1,0 bilhão para 1,7 bilhão no ano passado. Outros resultados obtidos na pesquisa também impressionam: o canal mobile banking registrou 225 milhões de contratações de crédito no ano passado, alta de 141% na comparação com 2016. Os clientes bancários também fizeram 889 milhões de pagamentos de contas em 2017, um crescimento de 85% em relação ao levantamento anterior. “Os resultados mostram que o mobile banking conquista cada vez mais a confiança de nossos clientes em suas transações bancárias”, afirma Gustavo Fosse, diretor setorial de Tecnologia e Automação Bancária da FEBRABAN.

De acordo com o estudo, realizado pela consultoria Deloitte - com a participação de 24 bancos que representam 91% dos ativos da indústria bancária do país -, as operações bancárias realizadas pelo mobile banking (incluindo movimentações financeiras e transações sem movimentação financeira) registraram crescimento de 37% no ano passado. De um total de 71,8 bilhões de transações feitas no país, 25,6 bilhões foram feitas pelos aplicativos bancários de smartphones, totalizando 35% do total. Este meio digital tornou-se o preferido pelos brasileiros em 2016, quando as operações pelos smartphones ultrapassaram as feitas no internet banking, agências e terminais de autoatendimento pela primeira vez.

“No ano passado, a pesquisa mostrou, novamente, uma migração de operações que antes eram realizadas por outros meios de atendimento para o mobile banking, reforçando, mais uma vez, a tendência de crescimento deste canal”, destaca Fosse.

Do total de investimentos e despesas em tecnologia, 50% destinaram-se ao desenvolvimento de software, 32% ao hardware, 18% a telecomunicações. “Além da constante preocupação com a segurança, os resultados também revelam que os bancos buscam a melhorar a experiência do usuário quando se trata da utilização dos canais digitais”, afirma Gustavo Fosse. Como exemplo, o executivo cita melhorias na navegabilidade, interfaces cada vez mais intuitivas dos aplicativos, e o aumento constante de serviços bancários disponíveis para os clientes nos aplicativos.

Juntos, mobile banking e internet banking responderam por 58% do total de transações feitas no país, percentual que vem crescendo nos últimos anos. Em 2011, as operações pelos meios digitais representavam 38% do total. A pesquisa também revelou os investimentos feitos por uma amostra de 20 bancos em inovações e novas tecnologias: 80% dos bancos investem em inteligência artificial/robotics; 80% das instituições financeiras investem em analytics; e 75% em blockchain.

Canais tradicionais
No final de 2017, havia, em todo o país, 21,8 mil agências, segundo dados do Banco Central. É uma redução, ante 23,4 mil no ano anterior, que se deve à readequação e redefinição de papel das agências, que agora se dividem entre agências tradicionais e as dedicadas a atendimento e consultoria, modelo mais adequado ao crescimento exponencial dos canais digitais. O estudo mostra que triplicou o número de novas agências adaptadas ao novo modelo digital, que passaram de 101, em 2016, para 373 no ano passado.

“Acredito que, por mais que se automatizem os processos, a relação humana jamais deixará de existir”, afirma Fosse. “Neste contexto, a agência se torna um grande diferencial de disputa do mercado.”


Fonte: Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária 2018
 


Fonte: Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária 2018
 


Fonte: Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária 2018
 


Fonte: Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária 2018
 


Fonte: Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária 2018
 


Fonte: Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária 2018
 


Fonte: Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária 2018

  •  Fonte: http://www.ciab.com.br/publicacoes/edicao/74/a-disparada-do-mobile-banking?utm_source=akna&utm_medium=email&utm_campaign=Revista+CIAB+74
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